6 de setembro de 2026

Duque revela déficit de R$ 45 milhões do governo Márcia e debate ST

WhatsApp-Image-2026-04-17-at-17.38.51-1-1024x768

Giovanni Sá

O deputado Luciano Duquefez a sua estreia no programa Tribuna Livre, da TV Farol,nessa sexta-feira (17). O programa acontece todas às sextas-feiras, às 17 horas, com a coordenação do professor e escritor Paulo César Gomes. Por cerca de 1 hora, Duque debateu eleições, mas não declinou em comentar os probemas diários de Serra Talhada.

Um dos momentos mais reveladores do debate, foi a análise feita da gestão Márcia Conrado.O deputado apontou falhas pontuais, e acabou revelando a ‘ponta do iceberg’ de uma crise financeira, que segundo ele, só faz crescer mês a mês.

“O grande problema de gestão de Serra da Talhada é financeiro, a qualidade do gasto e o déficit. Está em muitas áreas, e está em áreas que a gente nem sabe, ou seja, é difícil de estar tratando, eu diria que tem um programa inteiro para a gente debater e mostrar números, ou seja, o dado de 2024 tem um déficit de 45 milhões, então precisa avaliar esses números para saber de fato o que é, mas o que a gente vê no dia a dia é a reclamação geral dos fornecedores”, disse o deputado, pegando como exemplo a relação com a Fundação Altino Ventura.

“Você pega um instituto como o Altino Ventura, que presta relevante serviço à Serra da Talhada, tem 3 milhões de reais de dívida com esse instituto, que fui eu que trouxe o Altino para cá, tem capacidade de gerar recurso, de vir emenda para o Altino, era de R$ 1,5 milhão na minha época, aí como é que está se devendo R$ 3 milhões ao Altino? E hoje, por sorte, o Altino funciona porque está regulado pelo Estado, ou seja, o recurso que está pagando o Altino hoje é o Estado, porque o município, se você pegar os empenhos, os dados que estão lá postos, não está pagando”.

SEM INVESTIMENTOS

“Então eu acho que o grande problema que nós vamos ter para o futuro, e aí é para o próximo gestor, evidentemente, é o ajuste de contas que terá que ser feito, porque não se governa, eu vi o que Raquel Lyra fez, ela deu um ‘cavalo de pau’, ajustou as contas para poder buscar investimento.

Nós perdemos a capacidade de fazer grandes investimentos em Serra da Talhada exatamente pela desarrumação financeira. Se você pegar o volume de investimentos postos em Serra da Talhada, num período de 8 anos nosso e pegar o atual, você vai entender que Serra Talhada deu uma parada. E te digo, nós ainda deixamos muitos recursos de escolas, de calçamento, de vários outros investimentos, de praças, como a Praça dos Ipês foi um recurso deixado por nós”, cravou Luciano Duque.

Ao ser questionado por Paulo César, sobre o que vem sendo repetido pela prefeita Márcia, que o município ‘vive seu melhor momento’, o deputado foi cauteloso, mas apontou falhas graves da gestão.

“Eu não queria me contrapor ao discurso do governo, quem tem que julgar se Serra da Talhada está vivendo o melhor momento é o povo. Mas numa cidade que toda semana o Farol de Noticias anuncia que fulano foi mordido pelos cachorros. Ora, nós tínhamos uma carrocinha, nós tínhamos um caminhão para recolher animais, hoje não tem mais. Ou se tem, não sei onde é que está. Nós fomos o primeiro município do Nordeste a criar um hospital veterinário”, disparou, apontando caminhos.

“Era para pegar o hospital e ampliar e melhorar, oferecer mais serviços, fazer concursos, contratar mais veterinários, ou seja, para atender e criar o canil municipal. Nós não tínhamos essa quantidade de animais na rua, e por que tem? Porque deixou de fazer a castração, por isso que virou essa bagunça. Nós não tínhamos moradores de rua na quantidade que tem hoje, porque deixou de ter política pública. Ou seja, nós tínhamos acolhimento, nós procurávamos a família fora, nós fazíamos internamento, nós cuidávamos das pessoas. Hoje o governo, eu vejo o secretário dizer que passa um ano sem falar com a prefeita. Eu conversava com os secretários”.

A CIDADE ESTÁ FEIA

Ainda, segundo Luciano Duque, a desarrumação financeira vem sendo sentida nas ruas de Serra Talhada, e falta autonomia para o governo captar recursos em Brasília. “E não tem autonomia para resolver. Eu vivia, em Brasília, mais em Brasília porque eu ia buscar recursos. E o governo tem autonomia para andar, para resolver, para fazer, para decidir, para quando encontrar um problema, ir lá e dar de conta.

Hoje ninguém consegue falar com a gestão. A cidade está suja, está feia, está esburacada, a saúde precária. O que eu observo, com muito cuidado, eu não vou dizer que a cidade não está vendo o melhor momento. Isso é puro marketing. Mas o governo precisa repensar, precisa dar um ajuste de contas. Eu creio que depois dessa eleição nós vamos ver coisa”, alertou.

Prêmio Excelência 2025