“Eu não queria me contrapor ao discurso do governo, quem tem que julgar se Serra da Talhada está vivendo o melhor momento é o povo. Mas numa cidade que toda semana o Farol de Noticias anuncia que fulano foi mordido pelos cachorros. Ora, nós tínhamos uma carrocinha, nós tínhamos um caminhão para recolher animais, hoje não tem mais. Ou se tem, não sei onde é que está. Nós fomos o primeiro município do Nordeste a criar um hospital veterinário”, disparou, apontando caminhos.
“Era para pegar o hospital e ampliar e melhorar, oferecer mais serviços, fazer concursos, contratar mais veterinários, ou seja, para atender e criar o canil municipal. Nós não tínhamos essa quantidade de animais na rua, e por que tem? Porque deixou de fazer a castração, por isso que virou essa bagunça. Nós não tínhamos moradores de rua na quantidade que tem hoje, porque deixou de ter política pública. Ou seja, nós tínhamos acolhimento, nós procurávamos a família fora, nós fazíamos internamento, nós cuidávamos das pessoas. Hoje o governo, eu vejo o secretário dizer que passa um ano sem falar com a prefeita. Eu conversava com os secretários”.
A CIDADE ESTÁ FEIA
Ainda, segundo Luciano Duque, a desarrumação financeira vem sendo sentida nas ruas de Serra Talhada, e falta autonomia para o governo captar recursos em Brasília. “E não tem autonomia para resolver. Eu vivia, em Brasília, mais em Brasília porque eu ia buscar recursos. E o governo tem autonomia para andar, para resolver, para fazer, para decidir, para quando encontrar um problema, ir lá e dar de conta.
Hoje ninguém consegue falar com a gestão. A cidade está suja, está feia, está esburacada, a saúde precária. O que eu observo, com muito cuidado, eu não vou dizer que a cidade não está vendo o melhor momento. Isso é puro marketing. Mas o governo precisa repensar, precisa dar um ajuste de contas. Eu creio que depois dessa eleição nós vamos ver coisa”, alertou.