26 de setembro de 2026

PSB terá dificuldades para construir projeto nacional

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Blog do Edmar Lyra

Desde a redemocratização, o PSB disputou apenas duas vezes a presidência da República, a primeira em 2002 com Anthony Garotinho que ficou em terceiro lugar com 17% dos votos válidos, a segunda foi em 2014 com Eduardo Campos, que acabou falecendo num acidente aéreo e foi substituído por Marina Silva, que obteve 21% dos votos válidos, figurando também em terceiro lugar.

Porém, desde a morte de Eduardo e a saída de Marina do partido, não há uma liderança nacional para liderar um projeto próprio, tendo apenas lideranças regionais como o governador de Pernambuco, Paulo Câmara, e o ex-governador de São Paulo, Marcio França, que apesar de serem bons quadros, não possuem densidade para encabeçar um projeto nacional como candidatos à presidência da República.

O prefeito do Recife, João Campos, e o próprio Marcio França, defenderam que o partido possa ter um candidato próprio a presidente, mas mesmo tendo quadros competentes e preparados, eles poderiam desempenhar uma composição de chapa como vice-presidente de um projeto com maior capilaridade, como o do PT, por exemplo.

Ser participante de um projeto nacional de esquerda, ainda que figurando como coadjuvante, dará ao PSB a segurança para manter seus governos estaduais, em Pernambuco, na Paraíba e no Espírito Santo, e pensar em ampliar suas bancadas na Câmara dos Deputados e no Senado Federal. Este tende a ser o caminho do partido, que se porventura vier a ter Lula como presidente eleito em 2022, terá as condições de ocupar espaços importantes num  eventual futuro governo, como ministérios de grande peso social e político, como ocupou em outrora com Ciência e Tecnologia no governo Lula e Integração Nacional no governo Dilma Rousseff.

Prêmio Excelência 2025