15 de agosto de 2022

EUA mata Ayman al-Zawahiri, chefe da Al-Qaeda

(FILES) In this file handout picture released by the SITE Intelligence Group on October 4, 2009 shows Ayman al-Zawahiri, the Al-Qaeda number two, giving a eulogy for Ibn al-Sheikh al-Libi. Al-Qaeda chief Osama bin Laden is living comfortably in a house in northwest Pakistan close to his deputy Zawahiri, CNN on October 18, 2010 quoted a NATO official as saying. - The United States has killed Al-Qaeda chief Ayman al-Zawahiri, according to US media outlets, in what the White House announced August 1, 2022 was a "successful" operation against a target in Afghanistan. (Photo by SITE INTELLIGENCE GROUP / AFP)

Os Estados Unidos mataram Ayman al-Zawahiri, chefe da Al-Qaeda, no fim de semana em um ataque com drones durante uma “operação antiterrorista bem-sucedida” no Afeganistão, segundo a imprensa americana.

Zawahiri, considerado o cérebro por trás dos atentados de 11 de setembro de 2001 que deixaram quase 3.000 mortos em Nova York, assumiu a liderança da organização terrorista depois da morte de Osama bin Laden em 2011.

presidente Joe Biden anunciou na noite desta segunda-feira a morte do líder da Al-Qaeda, Ayman al-Zawahiri, em um ataque com drone no Afeganistão no último fim de semana, um novo golpe contra a organização terrorista.

“No último sábado, sob minhas ordens, os Estados Unidos realizaram um ataque aéreo sobre Cabul, que matou o emir da Al-Qaeda, Ayman al-Zawahiri”, informou o presidente em pronunciamento na Casa Branca. “A justiça foi feita e esse líder terrorista não existe mais.”

Em agosto de 2020, o número dois da Al-Qaeda, Abdullah Ahmed Abdullah, foi morto nas ruas de Teerã por agentes israelenses durante uma missão secreta liderada por Washington, segundo The New York Times.

Sua morte foi um duro golpe para a organização terrorista, já debilitada e ofuscada pelo grupo Estado Islâmico (EI).
“Não houve vítimas civis”

Quando Ayman al-Zawahiri herdou em 2011 uma organização decadente, precisou, para sobreviver, multiplicar as “franquias” e seus juramentos de lealdade circunstanciais, da Península Arábica a Magred, da Somália ao Afeganistão, Síria e Iraque.