Em relação aos valores, a imensa maioria (63,2%) é de até R$ 10. Uma parcela de 24,3% é de quantias entre R$ 10,01 e R$ 100 e 10,5%, entre R$ 100,01 e R$ 1.000. Apenas 1,99% é de valores superiores a R$ 1.000.
Em meio às discussões sobre um programa para aliviar o orçamento das famílias com dívidas, o governo cogita usar o estoque de recursos “esquecidos” nos bancos como funding para capitalizar o Fundo Garantidor de Operações (FGO). A ideia, porém, tem suas ressalvas.
Há críticas de que seria um confisco de recursos privados, ainda que interlocutores apontem que a mudança de lei feita em 2024 definiu que quem não resgatou esse dinheiro após o prazo definido já teria perdido o direito. Os bancos também não gostam da ideia porque perderiam uma fonte de recursos barata para suas operações.
O governo, de outro lado, precisa costurar um desenho que seja fiscalmente sustentável. Em tese, ao ingressar no caixa do Tesouro Nacional, o dinheiro esquecido não poderá ser contabilizado como receita por questões contábeis do Banco Central, mas, ao sair para o FGO, seria despesa, o que demandaria uma saída que fizesse o recurso ir para o FGO diretamente, sem passar pelo orçamento.