30 de junho de 2022

Priscila questiona R$ 85,8 mi parados nas contas da SDS

A deputada estadual Priscila Krause (Cidadania) questionou o governador Paulo Câmara (PSB), na tribuna da Assembleia Legislativa do Estado de Pernambuco (Alepe), hoje, sobre a não utilização por parte da administração estadual de R$ 85,8 milhões depositados na conta do Fundo Estadual de Segurança Pública e Defesa Social (FESPDS). Repassados pelo Ministério da Justiça e Segurança Pública de 2019 a 2021, os recursos são referentes à cota estadual na divisão dos recursos do Fundo Nacional de Segurança Pública, que tem como principal financiador os lucros decorrentes da loteria da Caixa Econômica. A parlamentar também afirmou que aguarda desde outubro a marcação de audiência com a Secretaria de Defesa Social para tratar do assunto.

“Diante da escalada da violência no estado, desse terrível episódio de Porto de Galinhas, volto a essa tribuna para cobrar um posicionamento do governador Paulo Câmara sobre descaso e da má gestão de não utilizarem recursos garantidos em conta para melhoria na segurança pública. Pernambuco só utilizou nove por cento de tudo o que foi repassado. Fiz um discurso parecido há seis meses, em outubro, quando o saldo das contas era de sessenta milhões, agora já soma quase oitenta e seis e a lentidão é a mesma. O Pacto pela Vida morreu e quem está pagando com suas próprias vidas são os pernambucanos”, registrou.

Na tribuna, Priscila também lamentou a inexistência de diálogo da Secretaria de Defesa Social perante o Parlamento estadual: “solicitamos a reunião, preenchemos esse formulário, mas até hoje não consegui a audiência para entender por que os recursos estão parados”, acrescentou. Criado a partir da formalização do Sistema Único de Segurança Pública (SUSP), o Fundo Nacional de Segurança já repassou, desde 2019, R$ 1,47 bilhão para os 26 estados e o Distrito Federal.

De acordo com levantamento do gabinete da deputada estadual Priscila Krause, a partir de dados disponibilizados pelo Fundo Nacional, Pernambuco ocupa o quinto pior resultado de execução dos recursos repassados pela União: há em conta 91% do saldo disponibilizado. No Ceará, por exemplo, há 35% dos recursos executados em melhorias para a área, enquanto no Rio Grande do Sul e Paraná esse índice alcança 65% e 71%, respectivamente. “Não é por acaso que Pernambuco volta a viver momentos muito difíceis no quesito segurança pública. É resultado da falta de ação, competência e compromisso do pior governo da história de Pernambuco”, concluiu.