6 de julho de 2022

Banco Central da China declara ilegais todas as transações com criptomoedas

O Banco Central da China decidiu nesta sexta-feira (24) que todas as transações financeiras com criptomoedas são ilegais, o que representa uma uma intensificação da repressão sobre esse tipo de operação e comércio.

“As atividades comerciais vinculadas a moedas virtuais são atividades financeiras ilegais”, anunciou o BC da China em um comunicado, que também afirma que isto “coloca em grave perigo os ativos das pessoas”.

O Bitcoin caiu quase 5%, para US$ 42.874, depois do anúncio do banco central da China, segundo a agência Reuters.

Com a medida, bolsas estrangeiras ficam proibidas de fornecer serviços relacionados a criptomoedas a investidores do continente via internet.

A cotação das criptomoedas, incluindo o bitcoin, registrou grandes flutuações nos últimos meses. Isso se deu, em parte, devido às regulamentações chinesas, que pretendem prevenir a especulação financeira e a lavagem de dinheiro.

Em maio, as autoridades chinesa já tinham proibido bancos e firmas de pagamento de fornecer serviços relacionados a transações de criptomoeda.

O que está proibido

Em seu comunicado, o Banco Central da China adverte que aqueles que não respeitarem as normas serão “investigados por responsabilidade penal, de acordo com a lei”, reforçando a linha dura adotada pelo país contra os rivais digitais à emissão de dinheiro pelo governo.

A decisão proíbe todas as atividades financeiras vinculadas com criptomoedas, como:

  • o comércio com criptomoedas,
  • a venda de “tokens”,
  • transações que envolvem derivados de criptomoedas, e
  • “arrecadação de fundos ilegais”.

 

O Banco Central da China afirmou que, nos últimos anos, “o comércio e a especulação com bitcoin e outras moedas virtuais se estenderam, alterando a ordem econômica e financeira, aumentando a lavagem de dinheiro, a arrecadação de fundos ilegais, os esquemas de pirâmides e outras atividades criminosas e ilegais”.

Em junho, as autoridades chinesas informaram que mais de 1.000 pessoas foram detidas por lucrar com atividades criminosas para comprar criptomoedas.