Prefeito de Recife compra R$ 4,3 milhões a uma empresa veterinária

 

Em meio a uma terrível pandemia do coronavírus, que transformou Pernambuco num dos Estados com maior incidência de mortes, destaque para a capital, na qual o mais recente contágio é o do governador Paulo Câmara (PSB), o prefeito Geraldo Júlio (PSB) pode está na vitrine do maior escândalo em superfaturamento em contratos com compras voltadas ao combate e enfrentamento ao vírus do terror e do fim do mundo: uma pessoa física no ramo da Veterinária.

Se Recife já aparece no País como campeã em despesas superiores  a R$ 300 milhões, batendo de longe capitais bem maiores como São Paulo, Rio e Belo Horizonte, um detalhe curioso levantado pelo blog vai escandalizar ainda mais. Trata-se da compra de respiradores a uma pessoa física pela bagatela de R$ 4,3 milhões, montante pago a Juvanete Barreto Freire, vinculada a uma empresa de Veterinária. 

É algo, no mínimo, estranho, que merece explicações e fiscalização pelo Ministério Público de Contas. Um pulo do gato, daqueles sabidos e estarrecedores. Quem é dona Juvanete Barreto Freire, pessoa física? Como alguém do ramo da Veterinária tem ramificações  comerciais na venda de respiradores, equipamentos mais em falta nos hospitais pela capacidade de salvar vidas de pacientes acometidos pelo terrível mal?

As instituições que zelam pelo dinheiro público corretamente investido em favor da população não podem silenciar diante de tamanha aberração, que não aparece no discurso fácil e oportuno da oposição. Está escancarado para quem quiser ver no Portal da Transparência, conforme provas ilustradas nessa postagem.

Ontem, felizmente,  o relator das contas da Prefeitura do Recife, conselheiro Carlos Porto, fez chegar ao gabinete do prefeito um “alerta de responsabilização”, cobrando a necessidade de maior transparência nos gastos do Recife e nos repasses às organizações sociais da saúde, no enfrentamento da Covid-19. 

Carlos Porto agiu depois de ser informado da expedição de recomendação do Ministério Público Federal (MPF) e Ministério Público de Contas (MPCO), dirigida  ao prefeito do Recife, na semana passada, exigindo  transparência dos gastos da Covid-19 que, segundo análise do Ministério Público, estaria “deficiente e incompleta”. 

Após análise do procurador Cristiano Pimentel, do MPCO, o relator Carlos Porto considerou que o TCE também deveria acompanhar o integral cumprimento das recomendações pela Prefeitura do Recife e determinou a notificação, em “alerta de responsabilização”, do gestor do Recife.

 

Fonte: Blog do Magno Martins

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