Bolsonaro quer combater desigualdade de renda com escolas militarizadas

Jair Bolsonaro

Contrário à taxação de grandes fortunas e crítico do Bolsa Família, o presidenciável Jair Bolsonaro (PSL-RJ) disse que a distribuição de renda se faz por meio de melhorias na educação e defendeu a militarização das escolas. 

“A maior distribuição de renda que se pode fazer é por meio do conhecimento. Você pega as escolas militarizadas, de Goiás e Amazonas. Percentualmente falando, são as que mais aprovam nas universidades. Tem disciplina. Temos de levar esse método pra outras escolas”, disse Bolsonaro, durante entrevista coletiva em Boa Vista (RR) nesta quinta-feira (12).

“Nós temos de levar esse método pra outras escolas. Fiquem tranquilos que não dá pra colocar militares em todas as escolas, não tem militar pra tanta coisa”, completou.

Foi a resposta à pergunta da reportagem sobre dados recentes do IBGE, segundo os quais 10% dos mais ricos concentram 43% do rendimento do país e o número de miseráveis aumentou em 1,5 milhão de pessoas.

Em Amazonas e em Goiás, os governos estaduais têm cedido a administração de escolas públicas à Polícia Militar. No estado do Norte, são oito estabelecimentos de ensino sob controle da PM.

“Distribuição de renda não é tirar de quem tem pra dar pra quem não tem. Porque daqui a pouco quem tinha não tem mais nada pra dar, e quem teria pra receber não tem de quem receber. Isso se chama socialismo”, afirmou Bolsonaro.

O presidenciável disse que a taxação de grandes fortunas é um erro. “Não podemos olhar pra um cara que tem uma grande fazenda, uma propriedade, uma empresa e sobretaxar, querer arrancar o couro dele pra dar pra pobre. [Pra] pobre, tem de dar conhecimento.”

“Não quero acabar com Bolsa Família, mas tenho certeza de que metade deixará de existir porque ou é fraude ou tem como inserir no mercado de trabalho. Essa é a minha política de distribuição de renda”, concluiu.

Bolsonaro veio a Roraima para lançar candidaturas de correligionários para disputar o governo e o Senado. A visita foi encerrada à noite, com um comício no Centro de Tradições Gaúchas (CTG) da cidade, que reuniu várias centenas de simpatizantes. As informações são do jornal Folha de São Paulo.

Foto: Divulgação

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