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Daily Archives: 19 de março de 2020

Pandemia de coronavírus provoca reflexão sobre o gigantismo e a ganância no futebol e no esporte

Situações extremas provocam profundas reflexões. A pandemia do novo coronavírus apresenta excelente oportunidade para refletir sobre o universo esportivo. O esporte competitivo de alto nível faz parte da indústria do entretenimento, com investimentos, lucros – e custos – bilionários.

Eventos esportivos transmitidos ao vivo são as maiores audiências de TV no mundo. Porém, ganância e gigantismo ameaçam criar uma bolha que, se estourar, provocará danos irreversíveis.

É hora de questionar se não estão empurrando o esporte ao seu limite por querer aumentar o tamanho das fatias sem pensar nos ingredientes e no sabor do bolo?

Há movimentos críticos ao gigantismo de Olimpíadas e Copa do Mundo, os dois maiores eventos esportivos do planeta. Organizá-los custa cada vez mais caro, com exigências absurdas e uma gigantesca teia de corrupção que pod

O Mundial de Futebol e os Jogos Olímpicos nos legam memórias eternas, mas deixam um rastro bilionário de gastos cujo retorno é bastante questionável. Ao ponto de algumas cidades e países não quererem mais organizá-los.

O futebol vive há tempos uma guerra política de bastidores que opõe interesses de clubes aos de seleções. Clubes alimentam e sustentam o dia a dia do futebol. Investem para contratar e revelar jogadores, montar bons times e não gostam quando são obrigados a cedê-los para seleções nacionais por longos períodos.

Houve um tempo em que as seleções eram obrigatórias na valorização do jogador. Hoje nem tanto. Messi e Cristiano Ronaldo seriam Messi e Cristiano Ronaldo mesmo se jamais tivessem atuado pelas seleções de seus países. A Fifa, historicamente, nunca deu muita bola para o futebol de clubes. Até que encontrou uma rival política de peso na Uefa, que fez da antiga Copa dos Campeões da Europa o sucesso planetário chamado Champions League e transformou a Euro num torneio que rivaliza com a Copa do Mundo.

A Uefa quer que seus afiliados joguem cada vez mais entre eles e para isso criou a Liga das Nações. Até hoje a Fifa bate cabeça tentando criar uma competição de clubes que seja tão atraente para lucrar com os maiores craques em campo sob sua bandeira. Ainda não conseguiu. A resposta é inchar a Copa do Mundo, a partir das Eliminatórias (que já são a Copa), para encurtar os calendários sobre os quais ela não tem receita.

Certamente não é o espírito esportivo que move as peças desse tabuleiro bilionário.

Em âmbito continental e nacional, a disputa também é intensa. No Brasil, Federações querem preservar território e datas para seus estaduais, na maioria das vezes por motivações políticas. A CBF criou fogo amigo ao supervalorizar a Copa do Brasil e torná-la mais atraente – financeiramente – que o Campeonato Brasileiro.

A Conmebol, se deixarem, banaliza a Copa América ao ponto de torná-la semestral. A Libertadores cresce em número de clubes sem contrapartida técnica. Há tantos jogos e torneios que falta temporada. Cai a qualidade do espetáculo, jogadores são expostos a lesões e, como quase sempre acontece, nunca são consultados.

Os países mais boleiros da Europa têm Liga, Copa da Liga, Copa da Confederação, Copa do Rei, da Rainha, Copa disso e daquilo. É a disputa entre clubes e federações. Como classe, jogadores de futebol estão muito longe da união que represente sua importância.

Lembremos que apenas 1% dos profissionais do futebol alcança o sucesso financeiro. Além da diferença abissal entre os ganhos dos homens e das mulheres.

O esporte chamado olímpico também viveu explosão financeira sem precedentes nas últimas décadas. No alto escalão do Comitê Olímpico Internacional (COI) há uma ala conservadora que defende a redução no número de esportes nos Jogos. Outra ala propõe a adesão de novos esportes para atrair público jovem e tem saído vencedora. Vide a inclusão de skate e surfe no programa olímpico.

Antes da disparada no custo dos direitos de transmissão por TV, a partir dos anos 1990, os Jogos continentais e os Mundiais da maioria dos esportes que não dependem de índices individuais eram os principais acessos às Olimpíadas. No caso brasileiro, os Jogos Pan-americanos tinham importância vital. Um belo dia, as federações mundiais de alguns esportes decidiram virar o jogo. Vieram Pré-Olímpicos e classificatórios às pencas, reduzindo a importância esportiva e comercial dos Jogos Continentais e inflacionando o calendário.

O tênis olímpico não seduz mais os grandes jogadores e jogadoras. Natação e atletismo têm torneios que são mais atraentes para os atletas, financeiramente e esportivamente, do que um Pan, um Europeu ou Asiático. As seletivas da natação norte-americana são um evento de grande prestígio e interesse televisivo. Basquete e voleibol organizam vários pré-olímpicos, vendendo caro seus direitos de transmissão e, não raro, entregando jogos ruins e ginásios vazios.

Quando o dirigente iugoslavo Boris Stankovic costurou o acordo entre Federação Internacional de Basquete e a NBA que permitiu a participação dos jogadores de basquete profissionais americanos nas Olimpíadas, a partir de 1992, o bom e velho esporte da bola ao cesto virou uma máquina internacional de fazer dinheiro e jogos e mais jogos.

Com uma recessão mundial que se avizinha, certamente potencializada pela pandemia, o esporte será afetado. Que seja a oportunidade para racionalizar calendários, oferecer mais qualidade, preservar estrelas e garantir o interesse pelos grandes espetáculos.

Como os torcedores do São Paulo estão se tornando quem mais temiam: amantes do Dinizmo

Manutenção de técnico e elenco, e bom trabalho no início devolvem empatia e noção de pertencimento à torcida; São Paulo ainda tem problemas, mas há boas soluções

O são-paulino se tornou quem mais temia ao identificar no Dinizmo o maior alento contra o jejum de conquistas. Por Dinizmo não entenda apenas um time que se recusa a dar chutões. O roteiro da união entre o São Paulo, ferido por consecutivas gestões incapazes, e Fernando Diniz, alvo de críticas quase fetichistas, exibe uma sintonia das mais improváveis.

Quando juntaram-se um clube moedor de técnicos – nenhum dos oito contratados pela gestão chegou a 50 jogos – e um treinador sem apoio público, artimanhas para se manter no cargo, e de resultados ruins na Série A, abriu-se a contagem regressiva: quanto tempo duraria?

Considerados os envolvidos, é bastante precoce bater o martelo do sucesso, mas a pergunta mudou: até onde eles podem ir juntos? Ao adotar a óbvia e tardia medida de manter comandante e elenco de 2019 para 2020, de não atrapalhar, a diretoria do São Paulo permitiu a criação do combustível desse casamento.

Enfim, o torcedor vai ao estádio sabendo o que verá, qual será a cara do seu time. Isso devolveu a sensação de empatia e pertencimento que havia se perdido em mil compras, vendas, trocas, demissões e cartadas equivocadas.

E o que o torcedor viu nesse quase primeiro trimestre?

O futebol mais agradável do Campeonato Paulista, aliando jogadores de boa qualidade a uma ideia bem executada quase por inteiro. Não se pode atenuar o desperdício ofensivo. O São Paulo faz poucos gols em relação ao número de oportunidades criadas. Uma questão que tem acompanhado a trajetória de Fernando Diniz.

Contratado a pedido dos líderes do elenco, Diniz conseguiu criar um ambiente favorável e condições para extrair de cada um mais do que vinha sendo entregue. O início de 2020 consolidou Daniel Alves como meio-campista e jogador mais influente do Tricolor. O craque que sempre foi.

Daniel Alves é

  • 2º maior finalizador do time e do Paulistão, com 3,1 por jogo
  • Líder em desarmes no time e o 5º do campeonato, com 29
  • Quem mais troca passes no Paulistão: 93,3 por partida
  • Jogador com maior índice de posse de bola no estadual

Num sistema que privilegia a saída de bola pelo chão, com qualidade, Dani e Tchê Tchê têm sido fundamentais. Tiago Volpi e os zagueiros Arboleda e Bruno Alves se sentem mais seguros e auxiliam os dois volantes a ganhar campo para progredirem. Acrescentar verticalidade, velocidade e controle de bola à metodologia da saída de bola foi essencial para o jogo deixar de ser bonitinho e inconsequente para alcançar uma objetividade, uma razão.

Os problemas do São Paulo estão próximos da área adversária. A única peça de velocidade é Antony, já negociado com o Ajax – o acordo prevê sua ida em julho – e ainda repleto de decisões erradas no acabamento de suas jogadas. Ele é canhoto e joga pelo lado direito. Quase sempre opta pelo corte de fora para dentro, que o possibilidade usar o pé esquerdo, e ignora a linha de fundo. No corredor que esse movimento abre, Juanfran não passa. O lateral espanhol não tem a ultrapassagem em velocidade como característica.

Como do outro lado joga Vitor Bueno, um meio-campista de flutuação, a equipe fica sem profundidade. Sobra a ela como principal caminho o centro, setor normalmente congestionado, por onde a equipe tenta triangulações curtas e fica exposta a contra-ataques em caso de erros.

Ainda assim, o São Paulo é o time com mais finalizações no Campeonato Paulista.

À essa altura, diante da indefinição por causa da pandemia do novo coronavírus, qualquer previsão sobre a volta do futebol torna-se irresponsável, mas o São Paulo precisa cuidar para que não seja um recomeço, e sim a sequência do que de mais interessante foi construído nos anos recentes: o elo entre comissão técnica e elenco que, aos poucos, ganha adeptos nas arquibancadas.

É o Dinizmo, quem diria.

Estados pedem R$ 15 bilhões por mês a mais para enfrentar o coronavírus

Pedido foi feito ao ministro da Economia, Paulo Guedes. Secretários de Fazenda tentam antever necessidade de recursos extra para o SUS e evitar ‘colapso sanitário e econômico’ do país.

O Comitê Nacional de Secretários de Fazenda dos Estados e do Distrito Federal (Comsefaz) solicitou ao governo federal o repasse de R$ 15,66 bilhões mensais para enfrentar a crise do novo coronavírus (Covid-19). O pedido foi feito por meio de ofício encaminhado ao Ministério da Economia.

Desse total, R$ 14 bilhões referem-se a perdas financeiras com a queda nas receitas e outros R$ 1,66 bilhão para o financiamento de “ações emergenciais de saúde nos Estados e no Distrito Federal”.

O primeiro aporte tenta compensar as perdas decorrentes da desaceleração da economia e, de acordo com o pedido, deve ser feito enquanto durar a crise do coronavírus. Já o repasse mensal de R$ 1,66 bilhão foi solicitado por três meses.

No ofício, o Comsefaz informa que os entes federativos têm suas receitas “fortemente dependentes da economia real”, e que elas já começaram a sentir os efeitos da crise do coronavírus na economia – com redução da demanda e queda na arrecadação tributária.

Segundo os estados, considerando uma estimativa de queda de cerca de 20% na arrecadação de ICMS, Fundo de Participação dos Estados, royalties e participações especiais, a perda de receitas nos Estados atinge o montante de R$ 14 bilhões por mês.

A solicitação de R$ 1,66 bilhão por mês deve ser aplicada nos diferentes entes federados, “levando-se em conta o critério populacional”.

O Comsefaz reúne os secretários de Fazenda dos estados e informa que os governos estaduais e municipais estão alinhados ao Ministério da Saúde e ao Governo Federal “em todos os esforços e desafios que ora se impõem aos gestores públicos para enfrentamento conjunto desta grave situação emergencial, reconhecida na solicitação do Executivo para que seja declarada situação de calamidade pública nacional”.

O documento, enviado ao ministro da Economia, Paulo Guedes, avalia ainda que o país está diante de um quadro de “consequências graves para a saúde da população brasileira em curtíssimo espaço de tempo”.

“Isso nos torna a todos solidários no enfrentamento do problema e nos resultados que possam advir”, acrescentam os secretários de Fazenda.

Para o Comsefaz e o para o Conselho Nacional de Secretários de Saúde (Conass), em qualquer cenário que se desenhe, “haverá um forte impacto de ampliação abrupta de custos sobre o sistema de saúde brasileiro, que, de resto, já sofre de problemas relacionados ao insuficiente custeio de suas ações regulares”.

Segundo os estados, são necessários, no momento, recursos não somente a questão do financiamento para a instalação e funcionamento de mais leitos hospitalares, em regime de cuidados intensivos e de isolamento, mas também a necessidade de custear pessoal, logística e estruturas, além da ampliação de serviços ambulatoriais, dentre outros.

O objetivo é “fazer frente a um cenário de epidemia já instalada e que irá se agravar rapidamente, segundo o padrão de comportamento da doença até então observado no mundo ocidental”.

“É essencial antever estas necessidades e prover a gestão do SUS de recursos adicionais de forma tempestiva, sob pena de assistirmos ao colapso sanitário e econômico da Nação”, concluem os secretários de Fazenda estaduais no documento.

Prefeitura de Petrolina reforça cuidados contra transmissão do novo coronavírus

A Prefeitura de Petrolina está reforçando com a comunidade os cuidados para prevenir o novo coronavírus (Covid-19), além de ampliar as ações do Plano Municipal de Contingenciamento. Com centenas de profissionais treinados para atender ao público, a Secretaria de Saúde salienta quais são os cuidados básicos de prevenção que a população deve adotar e as ações da atual administração em relação aos casos suspeitos da doença.

O mais importante que precisamos ressaltar são os cuidados que todos devem tomar. São ações simples de higiene, como lavar frequentemente as mãos, proteger a boca com um pano ou o antebraço sempre que tossir ou espirrar e evitar grandes conglomerados. Vale lembrar que essas atitudes não são apenas para o coronavírus, mas para qualquer vírus respiratório. A prevenção continua sendo o melhor caminho”, explica a secretária de Saúde, Magnilde Albuquerque.

Desde o início dos primeiros casos no país, a Prefeitura de Petrolina vem realizando ações e dialogando com diversos setores. Dessa forma, foi definido o Plano de Contingência com o fluxo de atendimento, a assistência correta aos pacientes, monitoramento dos casos suspeitos e a segurança dos profissionais da saúde durante o manejo clínico.

Diante desse cenário, a gestão municipal também orienta que, além de evitar pânico, as pessoas também precisam evitar aglomerações nas unidades de saúde e só procurar atendimento quando necessário. “Não procurem atendimento se for uma demanda não grave e não saiam de casa caso tenham sintomas respiratórios leves. Para quem estiver de quarentena, respeitem! Caso identifique alguém que não está cumprindo a quarentena, denuncie. O número da Vigilância em Saúde é (87) 3866-8567“, destaca a gestora da pasta.

Sintomas

A Organização Mundial da Saúde (OMS) diz que os sintomas mais comuns do novo coronavírus são: febre, tosse e dificuldade de respirar. De acordo com a entidade, alguns pacientes podem ter dores, congestão nasal, coriza e dor de garganta. Esses sintomas, geralmente, são leves e evoluem gradualmente.

Se sentir esses sintomas, ligue para a Vigilância em Saúde. Nos finais de semana, feriados e durante a semana após as 17h o paciente deve procurar a Unidade de Pronto Atendimento (UPA). Durante a semana procurar uma Unidade Básica de Saúde. Quem tiver plano de saúde deve buscar o atendimento no hospital conveniado. Ainda tem outro contato da Vigilância em Saúde para o plantão dos finais de semana (87) 98841-0800. Pacientes que apresentarem complicações respiratórias devem procurar a UPA. Destacamos que estes pacientes não devem ser encaminhados para o Hospital Universitário (HU)”, finaliza a secretária de Saúde.

Afogados: Secretaria de Educação divulga normativa para atendimento ao público

Considerando as diversas normativas anunciadas pelo Ministério da Saúde, Governo de Pernambuco, e pelo Decreto Municipal 005/2020, divulgado ontem, a Secretaria de Educação de Afogados da Ingazeira informa que, além das aulas na rede pública de ensino, também estão suspensas o atendimento na biblioteca pública municipal e as atividades da Escola de música Bernardo Delvanir Ferreira.

Todos os profissionais de educação vinculados à rede municipal de educação trabalharão em regime de revezamento, no período de 8h às 13h, de forma que os serviços essenciais sejam mantidos.

O horário de cada servidor deverá ser estipulado pelo gestor de cada uma das unidades escolares. O horário de funcionamento da Secretaria Municipal de Educação e do Centro Tecnológico Municipal será de 7h30 às 13h30.

Desde ontem, todos os servidores da educação na faixa etária a partir de 60 anos, e aqueles portadores de doenças crônicas, serão dispensados, temporariamente de suas funções presenciais, devendo trabalhar em casa (home-office), colaborando com as atividades sempre que solicitado, mantendo-se em casa, até nova orientação.

A Secretaria de Educação informa ainda que servidores em funções gratificadas, seja na própria secretaria e em outras instituições, deverão ficar sob aviso para eventuais convocações, sejam elas presenciais, quando possível, ou por meio de videoconferência. Veratânia Moraes, Secretaria Municipal de Educação, afirmou que foram disponibilizados álcool em gel (70%) para os servidores que atuarão nesse período de grave crise.

Nesse momento de grave e geral aflição, a solidariedade se expressa através da colaboração de todos, e é de suma importância para enfrentarmos juntos esta situação.

 

Fonte: Blog do Nill Júnior

Carnaval das Caretas 2019