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Monthly Archives: junho 2019

Polícia aborta sequestro do Gerente dos Correios de Custódia

Policiais do BEPI conseguiram abortar há pouco uma ação de sequestro contra o Gerente dos Correios de Custódia.

Cícero Bento, idade não informada foi abordado por um homem  armado na agência que falava a todo momento com comparsas por telefone. Ele seria sequestrado.

Foi preso José Silvio Ferreira . A polícia investiga agora quais eram os comparsas e se o nome é real ou se usava documentos falsos. Também se a arma era um simulacro ou verdadeiro.

Ele disse que o criminoso o conduziu até dentro da agência com a arma numa mochila e a todo o momento dizia que “só queria o dinheiro”. Mas passou a perceber que a movimentação e os contatos indicavam que seria levado dali.

Não é a primeira vez que crimes dessa natureza são registrados em Custódia. A diferença é que a polícia dessa vez pôs as mais logo no criminoso desarticulando o grupo.

Em dezembro de 2016, dois criminosos armaram uma emboscada e sequestraram  Gerente e Subgerente da agência dos Correios de Custódia.

O caso ocorreu na segunda-feira (26) no Centro da cidade e repercute hoje na imprensa do Estado. De acordo com a Polícia Militar, os dois só foram liberados após o término da ação.

Um deles  foi ameaçado com uma faca e orientado a ir até a agência pegar um malote com dinheiro. A dupla de criminosos fez o gerente como refém. Os criminosos o levaram até um trecho de acesso da cidade onde esperavam o subgerente com o dinheiro. Os valores não foram divulgados.

O gerente dos Correios foi liberado pelos suspeitos logo em seguida, após o recebimento do malote, conforme informou a polícia.

O malote foi levado pelos funcionários até a saída do município no sentido Arcoverde, em um local conhecido como Posto de Albino. Após pegarem o malote, os criminosos fugiram com destino incerto.

 

Fonte: Blog do Nill Junior

Empate com o Peru basta para a classificação do Brasil; veja possíveis cenários nas quartas

Após o término da segunda rodada da Copa América, duas seleções já garantiram classificação para as quartas de final: Colômbia e Chile. Os colombianos já garantiram, inclusive, a primeira posição do Grupo B. Já os chilenos estão classificados, mas ainda não sabem se em primeiro ou segundo do Grupo C. E o Brasil?

A seleção brasileira está com a ida para as quartas encaminhada. Apenas um empate já garante, matematicamente, o Brasil na próxima fase. Até mesmo uma derrota pode classificar a Seleção. Com nenhum ponto até o momento, a Bolívia não pode mais alcançar o Brasil, o que já deixa a seleção brasileira em terceiro lugar, no mínimo. Veja os possíveis cenários abaixo:

Brasil em primeiro

Caso a seleção brasileira termine como líder do Grupo A, a equipe pode enfrentar o terceiro colocado do Grupo B ou C. Dependendo de qual deles se classificar com melhor campanha. A disputa, porém, está aberta. Lembrando que o regulamento permite que os dois melhores terceiros colocados avancem de fase. Como o Brasil é do Grupo A, o terceiro melhor do Grupo B ou C pode encarar os comandados de Tite.

Brasil em segundo

A Seleção só termina a primeira fase da Copa América em segundo com duas combinações de resultado: derrota para o Peru e vitória ou empate da Bolívia contra a Venezuela. Com isso, o Peru terminaria em primeiro e o Brasil em segundo. Os venezuelanos fechariam em terceiro caso empatassem. Se os bolivianos vencerem a partida quem terminaria em terceiro seria a Bolívia.

Com este quadro, a seleção brasileira pega o segundo colocado do Grupo B. Como a Colômbia já garantiu a primeira posição deste grupo, ela é a única que não pode enfrentar o Brasil nas quartas. Argentina, Catar e Paraguai podem fechar a fase de grupos em segundo e pegar a Seleção.

Para terminar em terceiro, o Brasil precisaria perder para o Peru e a Venezuela teria de bater a Bolívia na outra partida do Grupo A. Com isso, a seleção brasileira enfrentaria o primeiro do Grupo C, sem definição de posição até o momento.

Com a vitória chilena sobre o Equador nesta sexta-feira apenas duas seleções podem acabar na liderança do Grupo C: Chile e Uruguai. A definição do primeiro lugar acarretaria no adversário do Brasil nas quartas de final.

O Brasil pode ser eliminado?

Caso perca para o Peru e seja o pior terceiro colocado, sim. Mas, a combinação de resultados é muito improvável. Para isso, o que precisaria acontecer?

  • No Grupo A, a Venezuela deve ganhar da Bolívia para somar 5 pontos e deixar a Seleção na 3ª posição com 4 pontos.
  • No Grupo B, o Paraguai precisa ganhar da Colômbia para somar 5 pontos e alcançar a 2ª colocação. Além disso, a Argentina ou o Catar precisam tirar 5 ou 4 gols de diferença no saldo de gols, respectivamente.
  • No Grupo C, há duas possibilidades: em ambas o Japão precisa tirar uma desvantagem de sete gols de diferença para o Brasil. Na primeira, o Uruguai perde para o Chile por apenas um gol de diferença e o Japão ganha do Equador pensando em tirar a diferença de sete gols para o Brasil. Com isso, o Chile terminaria em 1º com 9 pontos, o Japão em 2º com 4 pontos (3 gols de saldo e 9 gols pró) e o Uruguai com 4 pontos (3 gols de saldo e 7 gols pró). Na segunda, o Uruguai vence o Chile e o Japão vence o Equador com goleada para tirar a diferença de sete gols para o Brasil.

Márcia Conrado arrasta o pé com Duque e cia

Pré-candidata a prefeitura de Serra Talhada, Márcia Conrado participou na última quarta da puxada matuta ao lado do seu esposo, o odontólogo Breno Araújo.

Também no arrasta-pé, o prefeito Luciano Duque, a primeira dama Karina Rodrigues e vereadores.

Conrado continua sendo o nome mais cotado do bloco governista para encabeçar a chapa apoiada pelo bloco governista na Capital do Xaxado. No trajeto ela abraçou e cumprimentou aliados e pessoas que acompanharam a movimentação.

Até o momento, é também o nome que mais agregou vereadores à sua base de apoio. O Prefeito Luciano Duque te dito que quer definir logo a escolha a partir de critérios como pesquisa de opinião e políticos definidos por ele.

Dodge opina contra pedido de Lula por suspeição de Moro

G1

A procuradora-geral da República, Raquel Dodge, opinou nesta sexta-feira (21) contra pedido da defesa do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva para anular ação penal do caso do triplex em Guarujá por conta da atuação do ex-juiz Sérgio Moro.

Lula pediu a anulação do processo por conta da suspeição do juiz e quer que o STF lhe conceda liberdade.

Os ministros Luiz Edson Fachin e Cármen Lúcia já haviam votado contra o pedido, mas Gilmar Mendes tinha pedido vista.

A retomada do julgamento do caso está marcada para próxima terça (25), e por isso Dodge voltou a se manifestar. Segundo ela, é preciso confirmar a autenticidade dos diálogos, além do fato de que o material foi obtido por meio ilegal.

“É que o material publicado pelo site The Intercept Brasil, a que se refere a petição feita pela defesa do paciente, ainda não foi apresentado às autoridades públicas para que sua integridade seja aferida. Diante disso, a sua autenticidade não foi analisada e muito menos confirmada”, disse Dodge.

“Tampouco foi devidamente aferido se as referidas mensagens foram corrompidas, adulteradas ou se procedem em sua inteireza, dos citados interlocutores”, afirma.

“Estas circunstâncias jurídicas têm elevado grau de incerteza neste momento processual, que impede seu uso com evidência a corroborar a alegação de suspeição feita pela defesa do paciente neste autos”, completa a chefe da PGR.

“A Procuradora-Geral da República manifesta preocupação com a circunstância de que as supostas mensagens divulgadas pelo site The Intercept Brasil tenham sido obtidas de maneira criminosa, e que ferem a garantia constitucional à privacidade das comunicações, a caracterizar grave atentado às autoridades constituídas brasileiras”, disse Dodge.

Dodge informou ainda que requisitou inquérito policial para investigar o caso, que já é alvo de apuração da Polícia Federal.

Multiplicidade de candidatos evangélicos aponta divisão no segmento

Constituindo grande parcela do eleitorado, os evangélicos costumam ser um segmento muito cobiçado por diversas figuras políticas de alto grau. De acordo com dados do IBGE, Pernambuco conta com mais de 1 milhão de pessoas declarando-se em alguma denominação protestante. Ao longo de algumas eleições, os evangélicos vinham sendo representados por alguns candidatos que demonstravam muita densidade eleitoral com votações sempre expressivas e crescentes. Para ilustrar este cenário basta rememorar o deputado estadual Pastor Cleiton Collins (PP), que conquistou seu primeiro mandato com 41.442 votos e chegou a impressionantes 216.874 votos em 2014.

A tendência que iniciou-se no Legislativo, também alcançou o Poder Executivo de forma vistosa com as prefeituras de Jaboatão dos Guararapes e Olinda, cujos gestores são oriundos desse segmento. A base eleitoral mais representativa, proporcionalmente, é Jaboatão, segundo maior município de Pernambuco. O IBGE aponta 202 mil cidadãos evangélicos diante de 695 mil moradores. No Recife, são 384 mil evangélicos para uma população de 1,6 milhão. Em 2014, tanto para deputado federal quanto para estadual, candidatos evangélicos foram os mais votados do pleito. Entretanto, com a formação de mais chapinhas pequenas no ano passado e os rompimentos internos entre membros da cúpula de muitas denominações, um número recorde de pastores e outros líderes religiosos esteve na eleição e isto contribuiu para a fragmentação da densidade eleitoral apresentada tradicionalmente.

O deputado Cleiton Collins, supracitado, caiu em mais de 100 mil votos em 2018. O deputado Manoel Ferreira (PSC), pai do atual prefeito de Jaboatão, Anderson Ferreira (PL), obteve apenas 51.885 votos, ficando em segundo lugar na chapa em que era tido como puxador. Outro que caiu vertiginosamente em densidade foi o deputado federal Pastor Eurico (PATRI). Em 2014, ele teve 233.762, figurando como segundo colocado geral dentre os eleitos, mas em 2018 foram 125.025 votos, perfazendo outra queda de mais de cem mil eleitores. Uma surpresa neste processo foi a eleição da deputada Clarissa Tércio (PSC), representante da Assembleia de Deus, Ministério Novas de Paz. Clarissa é filha do Pastor Francisco Tércio e alçou mais de 50 mil votos mesmo sendo uma neófita em eleições. A ida do Bispo Ossesio Silva (PRB) para a disputa de deputado federal também tem sido apontada por muitos como uma das causas par ao recrudescimento da densidade de figuras evangélica carimbadas, bem como as estrondosas votações de Gleide Ângelo (PSB) e João Campos (PSB), que tiraram votos de outros candidatos, inclusive do meio evangélico. Dentro do próprio ninho socialista, o deputado Presbítero Adalto Santos também caiu mais de 90 mil votos de 2014 para 2018. Outro fator apontado como razão do fenômeno é o alinhamento do eleitorado mais conservador em torno de candidatos abertamente ligados ao presidente Jair Bolsonaro (PSL) durante a corrida eleitoral, como Luciano Bivar (PSL) e Albérisson (UDN), esvaziando a influência dos líderes evangélicos que também atuam neste setor.

Equipe – A lista dos novos secretários de Camaragibe ainda não foi divulgada, mas a prefeita interina, Dra Nadegi Queiroz (DC), já anunciou a nomeação de Kátia Marsol para a Defesa Civil. O ex-superintendente da Caixa Econômica Federal em Pernambuco, Alex Norat, deve ser o secretário de Administração e Finanças. Todas as nomeações devem ser publicadas no Diário Oficial na próxima segunda-feira, 24.

Referência – O presidente da Caixa Econômica Federal, Pedro Guimarães, e o prefeito Miguel Coelho anunciaram, ontem, a criação de uma superintendência em Petrolina que atenderá a municípios de três estados: Pernambuco, Piauí e Bahia. A unidade será a primeira do tipo em Pernambuco e endossa a atenção com que Petrolina vem sendo tratada pelo governo federal.

 

Fonte: Blog Ponto de Vista

Lava Jato afastou procuradora a pedido de Moro, diz novo diálogo

Trecho inédito que vem à luz da conversa travada no Telegram entre procuradores da República — desta feita entre Deltan Dallagnol e Carlos Fernando — publicada pelo blogueiro Reinaldo Azevedo evidencia que os fatos contradizem a fala do ministro Sérgio Moro na audiência desta quarta na Comissão de Constituição e Justiça do Senado.

A sua ação interferiu de maneira evidente até na escalação de procuradores para participar de audiência da Lava Jato. A revelação da conversa faz parte de uma apuração conjunta do site “The Intercept Brasil” com este blog e com o programa “O É da Coisa”, da BandNews FM.

Na primeira série de reportagens publicadas pelo site “The Intercept Brasil”, há uma troca de mensagens entre o então juiz Sergio Moro e Dallagnol, coordenador da operação. A conversa aconteceu no dia 13 de março de 2017. Interferindo no processo e na rotina da força-tarefa, Moro reclama com Dallagnol do desempenho da procuradora Laura Tessler.

O assunto voltou à baila na audiência de Moro nesta quarta. Às 6h20min13s o senador Nelsinho Trade (PSD-MS) pergunta se Moro, quando juiz,”participou da orientação de trocas de agentes protagonistas nessa operação”. Ele se referia justamente à procuradora Laura Tessler. E Moro nega, dizendo não haver nada demais dos diálogos.

Mas, dezessete minutos depois de receber a mensagem do então juiz, Dallagnol passa a seguinte mensagem a seu colega Carlos Fernando:

12:42:34 Deltan Recebeu a msg do moro sobre a audiência tb?

13:09:44 Não. O que ele disse?

13:11:42 Deltan Não comenta com ninguém e me assegura que teu telegram não tá aberto aí no computador e que outras pessoas não estão vendo por aí, que falo

13:12:28 Deltan (Vc vai entender por que estou pedindo isso)

13:13:31 Ele está só para mim.

13:14:06 Depois, apagamos o conteúdo.

13:16:35 Deltan Prezado, a colega Laura Tessler de vcs é excelente profissional, mas para inquirição em audiência, ela não vai muito bem. Desculpe dizer isso, mas com discrição, tente dar uns conselhos a ela, para o próprio bem dela. Um treinamento faria bem. Favor manter reservada essa mensagem.

13:17:03 Vou apagar, ok?

13:17:07 Deltan apaga sim

13:17:26 Apagado.

13:17:26 Deltan Vamos ver como está a escala e talvez sugerir que vão 2, e fazer uma reunião sobre estratégia de inquirição, sem mencionar ela

13:18:11 Por isso tinha sugerido que Júlio ou Robinho fossem também. No do Lula não podemos deixar acontecer.

13:18:32 Apaguei.

Dallagnol repassa a mensagem de Moro para Carlos Fernando. Mais do que isso: ele demonstra a disposição de mexer na escala dos procuradores para enviar para a audiência com Lula pessoas que estejam ao gosto do juiz. Ora, Moro não sugeriu ou ordenou a troca explicitamente. Mas a interferência é evidente, e a sugestão estava dada.

Dois meses depois, no dia 10 de maio de 2017, o ex-presidente Lula depunha, então, pela primeira vez em Curitiba. Do outro lado da mesa, Sérgio Moro — aquele que, na prática, coordenava a Lava Jato. Laura Tessler não estava presente. Representaram o Ministério Público Federal justamente “Júlio” e “Robinho — respectivamente, Júlio Noronha e Roberson Pozzobon.

Collor admite ao STF ‘pecado’ de não declarar obras de arte, mas pede absolvição

Senador apresentou alegações finais na ação penal da Lava Jato na qual é réu. PGR pediu que ele seja condenado a 22 anos e oito meses de prisão no caso da BR Distribuidora

O senador licenciado Fernando Collor de Mello (Pros-AL) admitiu ao Supremo Tribunal Federal (STF) que pode ter cometido o “pecado” de não ter declarado obras de arte no Imposto de Renda (IR), mas rebateu as acusações de corrupção passiva e lavagem de dinheiro atribuídas a ele pela Procuradoria-Geral da República (PGR). A defesa pede que ele seja absolvido.

As afirmações estão nas alegações finais apresentadas por Collor dentro da ação penal na qual ele é réu e que trata de desvios na BR Distribuidora, subsidiária da Petrobras na venda de combustíveis.

O caso agora vai ser concluído pelo relator, Luiz Edson Fachin, e liberado para a revisão do ministro Celso de Mello. Depois disso, a Segunda Turma do STF terá que julgar se condena ou absolve Collor.

Réus pedem anulação de delação premiada da Operação Lava Jato no RJ

Perícia da PF no celular do ex-subsecretário de Saúde teria mostrado que ele quebrou acordo de delação premiada. MPF diz que provas continuam válidas.

Advogados de defesa dos empresários Miguel Iskin e Gustavo Estellita, presos na Operação Fatura Exposta, da Lava Jato, pediram a anulação da delação premiada do ex-subsecretário de Saúde do Rio de Janeiro César Romero.

As defesas alegam que uma perícia feita pela Polícia Federal no telefone do delator mostrou que ele mentiu durante o depoimento e quebrou o acordo com o Ministério Público Federal. A delação de Romero envolveu políticos e empresários nos desvios da saúde, em um processo envolve o ex-governador Sérgio Cabral.

Realizada em abril de 2017, a Operação Fatura Exposta desvendou um esquema de corrupção na Secretaria Estadual de Saúde. Iskin e Estellita, sócios de uma fornecedora de materiais hospitalares para a Secretaria Estadual de Saúde, foram presos na ocasião. Além deles, também foi preso na operação o ex-secretário estadual de Saúde Sérgio Côrtes.

A investigação teve como base a delação premiada de César Romero, subordinado a Sérgio Côrtes quando este chefiava a secretaria. Romero contou detalhes sobre a cobrança e a divisão da propina paga pelos empresários em troca de contratos com a Secretaria Estadual de Saúde e o Instituto Nacional de Traumatologia e Ortopedia (Into).

Mas, segundo a defesa de Iskin e de Estellita, César Romero mentiu aos procuradores da força-tarefa da Lava Jato ao não falar da participação da ex-esposa dele no recebimento da propina que era destinada a ele.

Para advogados, delator mentiu sobre envolvimento da mulher

Os advogados usaram como prova uma troca de mensagens entre César Romero e o filho dele, encontrada pela Polícia Federal no celular do ex-subsecretário. A PF periciou o aparelho, e a troca de mensagens foi juntada ao processo.

Na conversa periciada, o delator entra em uma discussão com o filho sobre a mãe dele. O filho diz que o pai submeteu a mãe a “traição”, “abandono” e “agressão”.

César Romero, então, afirma: “Que agressão, aquela que armou com o advogado dela e perdeu a ação??? Você acha que sua mãe é uma santa… Ela que recebia o dinheiro pra mim”.

Em depoimento no dia 31 de maio deste ano à Justiça Federal, César Romero negou que sua ex-esposa soubesse do recebimento de propinas. E que tivesse mencionado, por mensagem, a participação dela nos atos ilícitos.

“O que acontecia era que, por vezes, o Gustavo [Estellita] entregava ou na minha casa ou no meu escritório, e ela [ex-esposa] pode ter recebido. Mas sempre vinha em caixa fechada, em envelope lacrado”, disse o delator.

O advogado então lhe perguntou se Romero havia mencionado em alguma mensagem que a ex-mulher buscava valores para ele. O ex-subsecretário nega.

Com base na troca de mensagens com o filho pelo celular e no que César Romero disse em juízo, a defesa de Miguel Iskin e de Gustavo Estellita afirma à Justiça que “César Romero omitiu a participação de sua ex-esposa em seus delitos […], o que significa quebra do acordo de colaboração premiada”.

Na petição, o advogado pede que o caso volte para o Ministério Público Federal analisar a possível violação da delação premiada. E que o acordo seja anulado.

Prefeito de Camaragibe preso em operação da Polícia Civil de PE

Demóstenes Meira e mais quatro pessoas tiveram as prisões decretadas pela Justiça após investigação do Draco.

O prefeito de Camaragibe, Demóstenes Meira, foi preso no início da manhã desta quinta-feira (20). Ele e mais quatro pessoas são alvo de uma operação realizada pela Polícia Civil de Pernambuco. Mandados de prisão foram solicitados pelo Departamento de Repressão Contra o Crime Organizado (Draco) e expedidos pela Justiça. Meira está na sede do Draco.

Demóstenes e Silva Meira foi preso em seu apartamento, na Madalena, no Recife, e afastado das funções públicas na segunda fase da operação Harpalo. Também foram presos os empresários Severino Ramos da Silva e Carlos Augusto, as esposas deles, Luciana Maria da Silva e Joelma Soares, respectivamente.

De acordo com a delegada Polyanne Farias, os quatro empresários eram sócios em duas empresas diferentes do ramo da construção civil, envolvidas em fraudes licitatórias. Todos os presos estão sendo conduzidos à sede do Draco.

O objetivo é prender integrantes de organizações criminosas suspeitas de corrupção, fraude em licitação, lavagem de dinheiro e associação criminosa. As investigações começaram em dezembro de 2018.

Todos os mandados foram expedidos pelo desembargador do TJPE. Ao todo, 40 Policiais Civis, estão participando da deflagração da operação nesta quinta (20), que está sob coordenação da Diresp e supervisão da Chefia de Polícia.

Hárpalo I

Em 26 de março, a primeira parte da operação afastou o secretário de Serviços Públicos e Infraestrutura de Camaragibe, Silvano Queiroz. Durante as ações, o prédio da prefeitura da cidade foi cercado por policiais. Na época, onze mandados de busca e apreensão domiciliar, duas suspensões de atividades empresariais e dois mandados de medida protetiva também foram cumpridos.

Durante a execução dos mandados, além do afastamento do secretário envolvido na prática dos crimes que caracterizam a operação, foram apreendidos computadores, documentos, uma BWM e outros carros de luxo.

Messi marca, Armani pega pênalti, e Argentina busca empate contra Paraguai

Craque faz de pênalti e dá esperanças a argentinos no segundo tempo, depois de Sánchez abrir placar – Derlis González perde sua cobrança; rivais brigam por classificação na última rodada

Drama até o fim

Não está fácil a vida do torcedor da Argentina nesta Copa América. Em um Mineirão com maioria a favor, a seleção sofreu, mas garantiu seu primeiro ponto na competição ao empatar por 1 a 1 com o Paraguai, na noite desta quarta-feira, pela segunda rodada do Grupo B do torneio. Graças a Messi, que fez um gol de pênalti, e ao goleiro Armani, que pegou a cobrança de Derlis González e evitou a segunda derrota em dois jogos da Argentina – Richard Sánchez abriu o placar para os paraguaios. As duas seleções chegam à última rodada com chances de classificação, mas a liderança do grupo, agora, está garantida com a Colômbia.

 

Fonte: Globo Esporte

 

Moro diz no Senado que não tem nada a esconder e não tem apego ao cargo de ministro

Ministro foi sabatinado sobre mensagens publicadas pelo The Intercept. Na audiência, oposição sugeriu que ele peça demissão, e aliados de Bolsonaro elogiaram atuação do ex-juiz da Lava Jato.

O ministro da Justiça e Segurança Pública, Sergio Moro, participa de audiência pública na Comissão de Constituição e Justiça do Senado.

O ministro da Justiça, Sérgio Moro, disse nesta quarta-feira (19), em audiência na Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) do Senado, que não tem nada a esconder sobre as conversas atribuídas a ele e a procuradores da Operação Lava Jato e que não tem “nenhum apego” pelo cargo que ocupa no governo Jair Bolsonaro.

Moro foi ao Senado espontaneamente para dar explicações sobre o conteúdo das mensagens de celular divulgadas pelo site The Intercept nos últimos 10 dias. Os diálogos relatados pelo site teriam ocorrido por meio do aplicativo de mensagens Telegram na época em que o ministro era o juiz responsável pelos processos da Lava Jato na Justiça Federal do Paraná.

Veja um resumo dos principais pontos da audiência do Senado com Sérgio Moro:

  • ministro negou “conluio” com o Ministério Público para atingir grupos políticos
  • disse que está absolutamente tranquilo sobre a “correção” das decisões que tomou como juiz
  • afirmou que não tem apego ao cargo de ministro da Justiça
  • levantou suspeita sobre o conteúdo das mensagens divulgadas pelo site The Intercept
  • sugeriu que material entregue ao site foi obtido por meio de uma invasão de celulares de autoridades feita por um “grupo criminoso”
  • disse não ter medo da divulgação de novos diálogos e desafiou o site a divulgar “tudo de uma vez”

Na série de reportagens, o site divulgou supostas conversas nas quais o ex-juiz cobrava de procuradores deflagração de novas fases da operação, classificava de “showzinho” manifestação da defesa do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva e afirmava que o fato de o Ministério Público Federal investigar o ex-presidente Fernando Henrique Cardoso “melindra alguém cujo apoio é importante”.

A audiência pública durou oito horas e 21 minutos. Ao longo do dia, senadores da oposição e aliados do Palácio do Planalto se revezaram para questionar o ministro da Justiça.

A sessão na CCJ começou com uma fala inicial de Moro, de cerca de 20 minutos. Depois, ele respondeu a perguntas feitas por senadores. Quarenta parlamentares se inscreveram para fazer questionamentos ao ministro: 28 o apoiaram e 12 o criticaram com contundência.

Parlamentares da oposição fizeram as perguntas mais duras ao ex-magistrado. Os senadores Jaques Wagner (PT-BA) e Weverton (PDT-MA) chegaram a indagar se, diante das mensagens divulgadas pelo The Intercept, não seria o caso de o ministro pedir demissão do governo federal.

“O senhor é um símbolo da Justiça. O senhor foi um homem corajoso, que prendeu homens poderosos. A OAB [Ordem dos Advogados dos Brasil] agora está propondo seu afastamento do Ministério da Justiça, para preservar a sua imagem de super homem, de super herói. O senhor não deveria se afastar?”, questionou o senador do PDT.

Nas respostas, Moro repetiu diversas vezes que não reconhece o conteúdo das mensagens divulgadas pelo site, mas que, mesmo assim, não vê nenhuma irregularidade nas conversas atribuídas a ele com procuradores da República que integram a força-tarefa da Lava Jato.

“Estou absolutamente tranquilo quanto a isso [correção das decisões], mas, se é esse o problema, então, o site apresente tudo. Aí a sociedade vai poder ver, de pronto, se houve alguma incorreção da minha parte”, desafiou o ministro.

Senado aprova autorização para empréstimo de Pernambuco

Foto: Moreira Mariz/Agência Senado

Aprovada em Plenário, nesta terça-feira (18), a contratação de crédito externo no valor de U$ 37 milhões (cerca de R$ 140 milhões) pelo governo de Pernambuco junto ao Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID), tendo a União como garantidora. O dinheiro será destinado ao financiamento do Projeto de Aperfeiçoamento da Gestão Fiscal do Estado de Pernambuco (Profisco II-PE).

De autoria da Presidência da República, a autorização federal (PRS 60/2019) terá contrapartida de US$ 7,4 milhões do estado. Dentre as principais ações que serão desenvolvidas no programa estão a aquisição de sistema integrado de gestão da folha de pagamentos dos servidores de Pernambuco, a atualização da infraestrutura de Informática para tratamento e inteligência em grande volume de dados (Big Data), a implantação do Sistema Público de Escrituração Contábil (Sped), a Régua de Cobrança que ampliará a taxa de recuperação da dívida e posto fiscal virtual de controle de fronteiras (ePostoPE).

Os senadores de Pernambuco agradeceram a aprovação da matéria, ressaltando a importância do Profisco. O senador Fernando Bezerra Coelho (MDB) afirmou que o empréstimo será um instrumento importante de modernização do fisco pernambucano para ampliar a arrecadação de receita. Já o senador Humberto Costa (PT-PE), destacou a atuação do governador do estado, Paulo Câmara, que estaria mantendo o estado em situação de equilíbrio, podendo fazer os investimentos e fazer funcionar adequadamente a máquina pública.

*Agência Senado

Carnaval das Caretas 2019