Daily Archives: 9 de outubro de 2018

Assembleia Legislativa de PE tem renovação de quase 50%

Plenário da Alepe

Plenário da Alepe Foto: Rafael Furtado/Folha de Pernambuco

A onda de renovação provocada pela ressaca eleitoral que está varrendo a política brasileira atingiu em cheio a Assembleia Legislativa de Pernambuco (Alepe). Dos 46 parlamentares que concorreram à reeleição para um dos 49 assentos na Alepe, 18 não foram eleitos. Outros três deputados – André Ferreira (PSC), Bispo Osssesio Silva (PRB) e Sílvio Costa Filho (PRB) – também deixarão a Casa de José Mariano para, a partir de 1º de janeiro, ocupar vagas na Câmara dos Deputados, em Brasília. Além desses, outros três deputados não concorreram à reeleição: Pedro Serafim (PSDC), por motivos de saúde; Nilton Mota (PSB), que coordenou a vitoriosa campanha do governador Paulo Câmara; e Júlio Cavalcanti (PTB). Somadas, essas saídas representam um índice de renovação de 49%.

Na nova legislatura, a Frente Popular (MDB, PSB, PSD) terá a maior bancada, com 15 deputados, dentre os quais a delegada Gleide Ângelo (PSB), que foi eleita com a maior votação deste pleito: mais de 412 mil votos. A segunda maior bancada, com 13 integrantes, é da coligação “Pernambuco em 1º Lugar” (PMN, PP, PR, SD), cujo campeão de votos foi o pastor Cleiton Collins (PP), que obteve 106.394. A coligação “Juntos por um Pernambuco Melhor” (DC, PMB, PSC), por sua vez, elegeu cinco representantes e é a terceira maior bancada da Alepe. Juntas, as duas bancadas somam 28 parlamentares, têm maioria dos votos na casa e podem constituir uma importante base de apoio paralmentar para o Palácio das Princesas, garantindo-lhe maioria nas votações.

A maior bancada de oposição é a da coligação “Pernambuco Vai Mudar” (DEM, PODE, PSDB, PTB), que contará com sete representantes. As coligações “Avança Pernambuco” (PHS, PRTB, PSL, PV) e “O Pernambuco que Você Quer” (AVANTE, PDT, PROS) conquistaram, cada uma, 2 vagas na assembleia estadual. A coligação “A Esperança Não Tem Medo (PCB, PSOL), elegeu a chapa feminista Juntas, para um mandato coletivo formado por cinco mulheres. Não se coligaram PT, com três vagas, e PCdoB, com uma vaga, esta última, ocupada pelo ex-prefeito João Paulo. A bancada feminina, cresceu 50% e passou de 6 para 9 parlamentares.

Composição da nova legislatura da Alepe
Fonte: Júnior Cavalcanti

CARLOS VERAS ENTRA PARA HISTÓRIA COMO 1º DEPUTADO FEDERAL DE TABIRA

Carlos Veras entra para a história como 1º Deputado Federal de Tabira – Acompanhado pelo irmão Presidente da Contag Aristides Santos, pelos vereadores Aristóteles Monteiro(PT) e Aldo Santana(PROS), Beto Santos, Secretário de agricultura e lideranças sindicais, O Presidente da CUT (licenciado) Carlos Veras(PT), eleito deputado Federal falou a Rádio Cidade FM ontem para agradecer o voto do povo de Pernambuco e em especial de Tabira e região pela vitória na eleição de 7 de outubro, onde somou 72.005. Veras prometeu que não vai decepcionar e que o mandato estará a serviço do povo Pernambucano. Já Aristides garantiu que mesmo com Marilia Arraes fora do páreo a candidatura de Carlos Veras não esteve ameaçada e que a foto ao lado de Paulo Câmara em Águas Belas aconteceu por acaso e que não fez campanha para o governador. Por estar na coligação, o Presidente da Contag entende que o novo deputado federal faz parte da aliança, espera que as promessas de campanha feitas pelo governador reeleito sejam cumpridas. Carlos Veras entra para a história como federal do Pajeú ao lado de poucos e importantes nomes como Arruda Câmara (Afogados da Ingazeira), Josias Leite(São Jose do Egito), Agamenon Magalhães, Inocêncio Oliveira e Sebastião Oliveira(Serra Talhada). Detalhe, Agamenon Magalhães inclusive foi também governador de PE.

Via: Rádio Pajeú

Anchieta Santos

Bolsonaro avança sobre antigos redutos do PT, decisivos para vitória de Dilma em 2014

Em 2014 por exemplo, petista ganhou em 54 cidades do Rio; Fernando Haddad, em nenhuma

Jornal O Globo

RIO — O candidato à Presidência Jair Bolsonaro ( PSL ) avançou sobre tradicionais redutos petistas no primeiro turno das eleições 2018. Bolsonaro não só consolidou sua posição no Sul, Sudeste e Centro-Oeste — onde Aécio Neves ( PSDB ) também registrou seus melhores resultados há quatro anos — como foi o mais votado no Rio de Janeiro, em Minas Gerais e no Rio Grande do Sul. Em 2014, a ex-presidente Dilma Rousseff (PT) foi vencedora nos três estados. O PT, por outro lado, manteve a liderança em quase todo o Nordeste com Fernando Haddad . O bastião petista na região garantiu o segundo turno. O partido só não ganhou no Ceará, reduto eleitoral de Ciro Gomes (PDT).

No primeiro turno, Bolsonaro venceu em 17 estados. Na eleição passada, Aécio Neves ficou na liderança em apenas dez. Já Fernando Haddad, do PT, ficou em primeiro lugar na votação para presidente em nove estados, enquanto Dilma liderou em 15, em 2014.

O estado do Rio de Janeiro foi o maior símbolo do avanço de Bolsonaro sobre antigos redutos petistas. O candidato do PSL alcançou 59,8% dos votos no estado, contra 14,7% de Haddad, que não ganhou em nenhum município. O petista recebeu ainda menos votos do que Ciro, que teve 15,2%. Há quatro anos, Dilma foi a mais votada em 54 cidades fluminenses.

Outro estado que registrou um recuo significativo do PT foi o Rio Grande do Sul. Bolsonaro somou 52,6% dos votos válidos, contra 22,8% de Haddad. Em 2014, a superioridade foi apertada: Dilma conquistou 43,2% dos votos, enquanto Aécio teve 41,4%. Em Minas Gerais, o quadro é semelhante. O candidato do PSL ficou também na primeira colocação com 48,3% dos votos, enquanto Haddad somou 27,6%. Há quatro anos, a candidata petista chegou ao fim do primeiro turno com 43,48% dos votos, e Aécio com 39,75%.

UNIÃO CONSERVADORA

Para Julio Aurelio, da Fundação Casa de Rui Barbosa (FCRB), Bolsonaro foi capaz de construir uma ampla frente conservadora, diferentemente de Aécio em 2014. Além do desgaste do PT e de outros partidos, a ascensão do candidato do PSL é explicada pela abordagem de “temas republicanos”, como segurança pública, corrupção, impunidade e combate a privilégios. Foi um movimento semelhante ao do “caçador de Marajás”, do ex-presidente Fernando Collor de Mello.

— Ele é antissistema porque aparece com essa veste republicana. O centro não faz isso, está todo cheio de denúncias de corrupção. A esquerda também não tem conseguido fazer. O que vejo é que o Bolsonaro se tornou o núcleo de uma ampla frente republicana conservadora. Reúne tudo o que tem de conservador, em suas diferentes gradações. Isso Aécio não conseguiu fazer. Além disso, Dilma não foi o Haddad. Ela tinha uma ampla aliança. Não era só a esquerda. Agora, a esquerda ficou praticamente sitiada. O conservadorismo sitiou a esquerda no Norte e Nordeste — conclui.

Essa confluência conservadora, na avaliação de Julio Aurelio, ocorreu quando Haddad ficou em segundo lugar nas pesquisas, pouco após o ex-presidente Lula ficar oficialmente de fora da disputa.

Fonte: Blog do Roberto Araripina

Mulheres ampliam espaço na política pernambucana

Das muitas surpresas reveladas nas eleições deste ano, uma delas chamou bastante a atenção: O crescimento da participação feminina na política estadual.

A partir do próximo ano Pernambuco contará com uma vice-governadora, Luciana Santos (PC do B), uma deputada federal, Marília Arraes (PT), e nada menos que 10 deputadas estaduais, dobrando a participação feminina na Assembleia Legislativa.

O aumento da participação feminina na política de Pernambuco revelado após a abertura das urnas no último domingo, não apenas se expressa na quantidade de cadeiras que serão ocupadas por mulheres na Alepe, Câmara Federal e no Poder Executivo Estadual, mas também na expressiva quantidade de votos obtidos por duas dessas mulheres: Marília Arraes e delegada Gleide Ângelo. A primeira conquistou mais de 193 mil, figurando na segunda posição entre os concorrentes a uma vaga na Câmara Federal, enquanto que a segunda entrou para a história como a deputada estadual mais votada de todos os tempos em Pernambuco ao conquistar mais de 412 mil votos. 

Em uma eleição que quebrou paradigmas, a ampliação da participação da mulher na política se apresentou como uma tendência. O empoderamento feminino neste universo ocupado majoritariamente por homens é um sinal de que as coisas estão mudando, e pra melhor!

Fonte: Blog Ponto de Vista